quarta-feira, 25 de setembro de 2024

Mensuração e a escala das dimensões culturais de Hofstede



Individualismo vs. Coletivismo:

Nos países individualistas, prevalecem a liberdade individual, a competição, a busca de objetivos pessoais.

Nas culturas coletivistas (P), é destacado a importância da coesão grupal, do consenso e da harmonia interpessoal. Numa cultura coletivista, é frequente esperar-se que a relação laboral seja pautada por obrigações mútuas; proteção em troca de lealdade.


Distância de poder:

Nos países em que a distância ao poder é elevada (P), a disparidade de rendimentos como um facto natural e socialmente aceitável. O formalismo no tratamento dos superiores hierárquicos tende a ser maior.


Masculinidade vs Feminilidade:

Nas sociedades ditas masculinas prevalecem a orientação para os resultados, o sucesso e a competição, ao passo que a culturas femininas (P) valorizam sobretudo características como o bem-estar e a qualidade do relacionamento.


Evitamento da incerteza:

Algumas culturas aceitam melhor a incerteza do que outras. Nas que denotam fraca tolerância da incerteza (P), as pessoas tendem a preferir situações mais estruturadas e regras mais explícitas. Muitas vezes, tal reflete-se, por exemplo, em legislação minuciosa e com intuitos protetores.


Retirado de: Cunha M., Rego A., Cunha R. & Cabral-Cardoso C. (2003) Manual de comportamento organizacional e gestão. Editora Rh Lda, p 542.


  

A importância da ergonomia para a manutenção da saúde do sistema nervoso

 


Impacto da fadiga e do stress prolongado:

·         Fadiga Mental e Física: O sistema nervoso é afetado por condições como a fadiga e o stress, que podem ser exacerbados por ambientes de trabalho mal projetados. Fadiga prolongada pode levar a uma redução da capacidade de concentração, aumento do tempo de reação, e uma maior probabilidade de erros.

·         Exaustão do Sistema Nervoso: A exposição contínua a tarefas cognitivamente exigentes sem pausas adequadas pode levar ao esgotamento, com consequências para a saúde mental e física do trabalhador.

·         Prevenção e Intervenção: A ergonomia pode ajudar a prevenir esses problemas através do design de ciclos de trabalho e descanso adequados, ambientes de trabalho confortáveis, e a promoção de boas práticas de trabalho que protejam a saúde do sistema nervoso.






quarta-feira, 18 de setembro de 2024

Viver com uma doença mental implica vários desafios e dificuldades

Viver com uma doença mental implica vários desafios e dificuldades, e a situação atual de pandemia pode criar problemas adicionais. A informação aqui detalhada pretende facilitar e resolver dificuldades que possam surgir.

O SNS continuará a responder às suas necessidades.

É importante relembrar que esta se trata de uma crise temporária e que tudo retornará ao normal.

Esperamos que as seguintes informações e orientações possam ajudar.

A minha medicação habitual está a terminar – o que devo fazer?

Caso necessite da sua medicação habitual, deve contactar o seu Médico de Família através do telefone ou email.

No caso de ser seguido habitualmente em consulta no Serviço de Saúde Mental do Hospital da sua região, pode entrar em contacto com o serviço – AdultosInfância e Adolescência.

Houve alterações à Lei de Saúde Mental (internamento compulsivo)?

Não. Alguns procedimentos podem, ainda assim, ter de ser adaptados conforme decisão do juiz.

No caso de um internamento de urgência, a pessoa deve ser conduzida ao Serviço de Urgência onde a avaliação da necessidade, ou não, de se fazer um internamento compulsivo é feita pela Psiquiatria.

Mantêm-se todos os direitos da pessoa internada referidos na Lei de Saúde Mental.

E as avaliações bimestrais dos doentes em ambulatório compulsivo?

Têm, legalmente, de se manter. Poderá haver alteração nos procedimentos de acordo com o que for ordenado pelo juiz, nomeadamente as avaliações poderem ser efetuadas via telefone.

Onde posso encontrar informações relativas a benefícios sociais, finanças e emprego?

Houve algumas mudanças nas regras de benefícios sociais, como subsídio por doença para pessoas infetadas com coronavírus. Estas mudanças foram feitas para facilitar os procedimentos durante a crise. Estão também previstos outro tipo de apoios.

Consulte informações do Governo a este propósito.

Tenho tendência a pensar que a polícia, o governo e os profissionais de saúde estão a observar-me e querem fazer-me mal.

Este tipo de pensamentos é comum nalgumas patologias mentais, sendo possível que não seja capaz de reconhecer que não está bem. Mesmo que outras pessoas não acreditem, os seus pensamentos parecem-lhe muito reais. É possível que pense que o coronavírus não é real ou que o governo está a tentar controlá-lo.

Repare nas pessoas que conhece. A maioria das pessoas está a mudar os seus comportamentos por acreditar que o coronavírus é um perigo real, pelo que opta por ficar em casa em confinamento. Neste momento, a polícia tem autoridade para mandar parar pessoas que realizem viagens desnecessárias, não porque estejam a controlá-las, mas para evitar a transmissão do vírus.

Tente falar com alguém em quem confie, como um membro da família ou amigo. Apesar de nem sempre acreditarem no que diz, preocupam-se com o seu bem-estar.

Se precisar não hesite. Contacte o seu psiquiatra. Se estiver a ser seguido no Serviço Nacional de Saúde, contacte o Serviço de Saúde Mental do Hospital da sua região – AdultosInfância e Adolescência.

Tenho dificuldade em falar com profissionais ao telefone, o que posso fazer?

Falar com profissionais ao telefone pode deixá-lo ansioso pelo que pode pedir a alguém que ligue por si.  

Como lidar com uma crise?

Se sentir que está a ter uma crise, veja o que pode fazer na página O que fazer numa crise.

Se ficar mais aflito e não conseguir controlar a situação, procure ajuda junto do seu Centro de Saúde através do telefone ou email.

Como posso obter apoio emocional ou psicológico?

Falar sobre o que está a sentir pode ser benéfico. As pessoas que se preocupam consigo, como amigos e familiares, geralmente estão disponíveis para ouvir e apoiá-lo.

Veja algumas indicações sobre como cuidar de si.

No entanto, se precisar, também poderá ligar para a linha de aconselhamento psicológico.

Em caso de necessidade, contacte o Serviço de Saúde Mental do Hospital da sua região – AdultosInfância e Adolescência.

Tomo clozapina. O que devo fazer em relação às minhas análises sanguíneas?

Deve contactar o seu Psiquiatra Assistente. Se estiver a ser seguido no Serviço Nacional de Saúde contacte o Serviço de Saúde Mental do Hospital da sua região – AdultosInfância e Adolescência.

Tomo lítio (Priadel®) que devo fazer em relação às minhas análises sanguíneas?

Deve contactar o seu Psiquiatra Assistente. Se estiver a ser seguido no Serviço Nacional de Saúde contacte o Serviço de Saúde Mental do Hospital da sua região – AdultosInfância e Adolescência.

Lembre-se:

  • Atenda o telefone, por favor. O seu médico pode estar a tentar contactá-lo.
  • Não deixe de tomar a medicação prescrita.
  • Se precisar, peça ajuda.

Riscos psicossociais e estresse relacionado ao trabalho: avaliação de risco

 



Existem elementos-chave a considerar ao conduzir uma avaliação de risco psicossocial. O apoio da alta gerência para lidar com o estresse na organização é crucial. Eles precisam fornecer os recursos necessários para conduzir a avaliação de risco e provisão orçamentária para ações de melhoria após a avaliação. Os gerentes seniores precisam liderar o caminho para locais de trabalho saudáveis ​​da mesma forma que lideram em direção a níveis mais altos de produtividade. Os gerentes no topo, mas também todos os gerentes de linha, têm um papel a desempenhar na redução do estresse dentro de sua equipe, adotando um estilo de liderança de apoio.

Outro aspeto fundamental do processo de avaliação de risco é consultar os funcionários e envolvê-los no processo de identificação de fontes de estresse, bem como ações corretivas. Idealmente, a avaliação subjetiva dos trabalhadores sobre sua situação deve ser incluída. A situação individual obviamente varia de uma pessoa para outra, o que torna inevitável consultar os funcionários em vez de apenas avaliar as circunstâncias externas que podem causar estresse. Além disso, os funcionários são aqueles que estão mais familiarizados com seu próprio trabalho e os que devem estar envolvidos na implementação de quaisquer mudanças nele; portanto, eles são mais propensos a sugerir as intervenções mais relevantes para lidar com problemas específicos de estresse.

Há muitas ferramentas e metodologias de avaliação de risco disponíveis para ajudar os empregadores a avaliar os riscos psicossociais. A escolha do método sempre depende do tamanho da organização, do tipo de atividades de trabalho, das características particulares do local de trabalho e de quaisquer riscos específicos. Uma avaliação de risco de estresse envolve os mesmos princípios e processos básicos de outros riscos ocupacionais. A abordagem gradual comumente usada inclui cinco etapas:

  • Identificar os perigos e aqueles em risco
  • Avaliar e priorizar os riscos
  • Decidir sobre a ação preventiva
  • Tome uma atitude
  • Monitorar e revisar

Sétima categoria lista de fatores de risco psicossociais (a violência de terceiros)

Os fatores de risco psicossociais podem ser categorizados em seis áreas principais, que, se não forem adequadamente geridas, estão associadas a problemas de saúde, menor produtividade e ausência do trabalho devido a doença, de acordo com a abordagem de gestão do stress relacionado com o trabalho do UK HSE [22] . Foi adicionada uma sétima a esta lista, que é particularmente relevante para jornalistas, que é a violência de terceiros.



terça-feira, 17 de setembro de 2024

Situações traumáticas - o que são e como lidar com elas

É POSSÍVEL EXPERIENCIAR UMA SITUAÇÃO TRAUMÁTICA E ULTRAPASSAR ESSA ADVERSIDADE SENTINDO QUE CRESCEMOS DE FORMA POSITIVA, DESENVOLVENDO UMA NOVA COMPREENSÃO DE NÓS MESMOS, DAS NOSSAS RELAÇÕES E DO FUTURO QUE QUEREMOS PARA NÓS, REFORÇANDO A NOSSA RESILIÊNCIA. (in situações traumáticas - o que são e como lidar com elas)



quinta-feira, 12 de setembro de 2024

Uma revisão de boas práticas no local de trabalho para apoiar os indivíduos que enfrentam problemas de saúde mental (Orientação para o local de trabalho)

 


A Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho a 13/08/2024 publicou um relatório que visa fornecer investigação de base sobre o apoio aos trabalhadores que enfrentam problemas de saúde mental.

As conclusões deste relatório também estão em consonância com um artigo anterior que sugeria que as intervenções que não são apenas dirigidas ao indivíduo, mas que também incluem, por exemplo, o apoio ativo do supervisor, o contacto com o local de trabalho e o regresso gradual e precoce ao trabalho, podem ser eficaz no regresso ao trabalho após ausência por doença devido a condições comuns de saúde mental.

Acrescentamos a esta evidência a componente de adaptações de trabalho, fornecendo um catálogo de condições de saúde mental e uma lista abrangente de possíveis adaptações de trabalho que podem ser aplicadas nos locais de trabalho .

Na prática, muitas acomodações são simples e baratas. As conclusões deste relatório sugerem que, independentemente da condição de saúde mental, os seguintes princípios se aplicam ao apoiar os trabalhadores a permanecerem no trabalho ou a regressarem ao trabalho após um episódio de ausência por doença:

  • uma cultura de sensibilização e inclusão que permita a divulgação da condição de saúde mental e desenvolva uma sensação de locais de trabalho psicologicamente seguros;

  • aceitação e apoio de colegas de trabalho e supervisores;

  • intervenção precoce, ou seja, contacto com o trabalhador numa fase precoce da ausência por doença;

  • política de saúde mental e regresso ao trabalho estabelecida, ou seja, existem medidas a tomar que são adaptadas a cada caso;

  • bom acesso aos serviços de saúde, apoio profissional multidisciplinar;

  • adaptações de trabalho, com base na análise das tarefas de trabalho em relação à capacidade de trabalho atual do trabalhador;

  • acompanhamento do progresso.

quarta-feira, 11 de setembro de 2024

A gestão da SST no quadro do envelhecimento da população ativa

O número de trabalhadores mais velhos é cada vez maior entre a população ativa. Uma vez que as pessoas têm uma vida profissional ativa mais prolongada, a gestão da SST no domínio do envelhecimento da população ativa passou a ser uma prioridade.


Aumentar os níveis de emprego e prolongar a vida ativa das pessoas constituem objetivos importantes das políticas nacionais e europeias desde o final da década de 1990. A taxa de emprego na UE-27 das pessoas com idades compreendidas entre os 55 e os 64 anos aumentou de 40,5 % em 2005 para 58,5 % em 2018. Este valor é ainda muito inferior à taxa de emprego das pessoas entre os 20 e os 64 anos, que se situava nos 72,6 % em 2018.

A ferramenta de visualização de dados do Barómetro de SST fornece alguns dados-chave sobre trabalhadores idosos e a força de trabalho: a idade média, a taxa de emprego de diferentes grupos etários, o número total e o sexo.


As Mudanças normais relacionadas com a idade tanto podem ser positivas como negativas

Existem vários atributos, por exemplo sabedoriapensamento estratégicoperceção holística, bem como capacidade de decisão, que, ou aumentam, ou começam a surgir, com o avanço da idade. A experiência profissional e o conhecimento especializado também acumulam com a idade.

Contudo, algumas aptidões funcionais, principalmente físicas e sensoriais, diminuem em consequência do processo natural de envelhecimento. Impõe-se ter em conta na avaliação de riscos potenciais mudanças das aptidões funcionais (ver abaixo), pelo que o trabalho e o ambiente de trabalho terão de ser modificados por forma a responder a essas mudanças.

As mudanças nas aptidões funcionais relacionadas com a idade não são uniformes, devido a diferenças específicas no estilo de vida, nutrição, condição física, predisposição genética para a doença, nível educacional e ambientes de trabalho e outros.

Os trabalhadores idosos não são um grupo homogéneo; podem existir diferenças consideráveis entre indivíduos da mesma idade.


Envelhecimento e trabalho

O declínio relacionado com a idade afeta principalmente as capacidades físicas e sensoriais, que são relevantes, sobretudo, para o trabalho físico pesado. A passagem de uma indústria extrativa e transformadora para uma indústria de serviços e baseada no conhecimento, bem como a crescente automatização e mecanização das tarefas e utilização de equipamento movido a energia, reduziram a necessidade de um trabalho físico pesado.

Neste novo contexto, cada vez mais são valorizadas várias capacidades e aptidões associadas às pessoas mais velhas, como por exemplo, facilidade de relacionamento, bom atendimento e noção da qualidade.

Além disso, muitas das mudanças nas aptidões funcionais relacionadas com a idade têm mais peso em algumas atividades profissionais do que em outras. Por exemplo, as alterações no equilíbrio têm repercussões para bombeiros e pessoal de salvamento que trabalham em condições extremas, que utilizam equipamento pesado e precisam de elevar e transportar pessoas; uma diminuição da capacidade de avaliar as distâncias e a velocidade de objetos em movimento tem repercussões para a condução noturna, mas não afeta trabalhadores de escritório.


Avaliação de risco sensível à idade

A idade é apenas um aspeto de uma força de trabalho diversificada. Uma avaliação dos riscos sensível à idade implica ter em conta os aspetos relacionados com a idade de diferentes grupos etários aquando dessa avaliação, incluindo possíveis alterações das aptidões funcionais e do estado de saúde.

Os riscos relevantes para os trabalhadores mais velhos incluem, concretamente:

  • Volume de trabalho pesado do ponto de vista físico
  • Riscos relacionados com o trabalho por turnos
  • Ambientes de trabalho debaixo de temperaturas elevadas, baixas ou com muito ruído

Como as diferenças entre indivíduos aumentam com a idade, não devem ser feitas conjeturas simplesmente com base na idade. A avaliação de riscos deve considerar as exigências do trabalho à luz das aptidões funcionais e do estado de saúde do indivíduo.

Saiba mais sobre as atuais ferramentas disponíveis da avaliação de riscos interativa em linha (OiRA)avaliação de riscos sensível à idade e garantia de uma abrangência total.


Promover a capacidade de trabalho e a saúde no local de trabalho

capacidade de trabalho resulta do equilíbrio entre o emprego e os recursos individuais; quando o emprego e os recursos individuais se coadunam entre si, existe uma boa capacidade de trabalho. Os principais fatores que afetam a capacidade de trabalho do indivíduo são:

  • Saúde e aptidões funcionais
  • Educação e competência
  • Valores, atitudes e motivação
  • Comunidade profissional e ambiente de trabalho
  • Os conteúdos, as exigências e a organização do trabalho

A capacidade de trabalho pode ser avaliada com base no Índice de Capacidade de Trabalho. O conceito de capacidade de trabalho sugere que as ações desenvolvidas no local de trabalho com vista à promoção da capacidade de trabalho devem englobar todos estes fatores.

A saúde das pessoas na fase mais adiantada da vida é afetada pelo seu comportamento em termos de saúde na fase mais precoce da vida. O declínio das aptidões funcionais pode ser adiado e minimizado por estilos de vida saudáveis, como o exercício físico regular e uma alimentação saudável. O local de trabalho tem um papel fundamental na promoção de um estilo de vida saudável apoio a atividades que travam o declínio físico, contribuindo assim para manter a capacidade de trabalho. A Promoção da saúde no local de trabalho (PSLT) abrange uma variedade de temas, incluindo alimentação e nutrição; consumo de álcool; tabagismo; exercício físico e tempo de recuperação e de sono suficientes.


Adaptar o trabalho e o ambiente de trabalho

A boa conceção do local de trabalho beneficia todos os grupos etários, incluindo os trabalhadores mais velhos. À medida que se processam mudanças nas aptidões, impõe-se também introduzir alterações que permitam compensá-las, por exemplo, com:

  • Reconceção ou rotação de funções
  • Breves intervalos e mais frequentes
  • Melhor organização do trabalho por turnos, por exemplo, recorrendo a um sistema de turnos de rotação rápida (2-3 dias)
  • Iluminação adequada e controlo do ruído
  • Boa conceção ergonómica do equipamento


Políticas de regresso ao trabalho

A licença por doença a longo prazo pode conduzir a problemas de saúde mental, exclusão social e saída precoce do mercado de trabalho. A agilização do regresso ao trabalho após um período de baixa por motivo de doença é fundamental para apoiar a população ativa em envelhecimento. Exemplos de iniciativas tomadas para promover o regresso ao trabalho nos países europeus incluem a criação do ««atestado de apto a trabalhar»» em substituição do «atestado de doença» e um projeto de intervenção para o Regresso ao Trabalho na Dinamarca.

Leia o relatório da EU-OSHA Regresso ao Trabalho e saiba mais na respetiva ficha técnica.


Retirado: https://osha.europa.eu/pt/themes/osh-management-context-ageing-workforce

terça-feira, 10 de setembro de 2024

O Trabalho noturno e por turnos enquanto riscos psicossociais (contributos da OPP)

 

Portugal enfrenta grandes desafios no que diz respeito à Saúde Psicológica e aos Riscos Psicossociais no trabalho. A falta de Saúde Psicológica no trabalho não tem apenas um custo humano enorme, mas também um impacto imensurável na sociedade e na economia. O Estado e os empregadores perdem milhares de milhões de euros porque os colaboradores são menos produtivos, menos eficazes ou estão ausentes por motivo de doença. Cada vez mais, as condições de vida e o bem-estar no trabalho não são influenciadas apenas pela segurança e pela Saúde nos locais de trabalho, consideradas apenas na sua dimensão mais física, mas também pela Saúde Psicológica, por fatores psicossociais, como as relações interpessoais ou a organização do trabalho, por exemplo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (WHO, 2010) um Local de Trabalho Saudável é aquele em que todos os membros da organização (empregadores, gestores e colaboradores) cooperam com vista ao melhoramento contínuo dos processos de proteção e promoção da saúde, da segurança e do bem-estar.